sexta-feira, 26 de março de 2021
Tuca Oliveira - As flores do começo
quinta-feira, 25 de março de 2021
Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia
Hoje quero compartilhar com vocês a crônica "Eu sei, mas não devia", de Marina Colasanti que eu gosto muito e que nos faz lembrar o quanto a gente se acomoda com as situações do nosso cotidiano e que essa rotina contínua nos impede de enxergar a vida ao nosso redor e as coisas que realmente são bonitas e valem a pena.
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
A música conecta pessoas
Eu sempre digo que a música me trouxe vários amigos, aliás, ela tem esse poder de conectar as pessoas umas às outras de maneira mais profunda. O Lucas, por exemplo, é um destes tantos amigos que tenho espalhados por aí. Nos conhecemos há quase dez anos durante as aulas de música; eu estudava violoncelo e ele violino.
Bem, hoje o Lucas mora em Minas Gerais, se casou com a Dani que também se tornou minha amiga e a novidade é que o filho deles acabou de nascer, o Antony.
O mais legal disso tudo é que acompanhei o namoro deles, o casamento (toquei inclusive) e agora, mesmo que de longe, o nascimento do pequeno Antony. Felicidades, meus amigos, vamos celebrar a vida. E viva a música!
quarta-feira, 24 de março de 2021
De volta
Oi, tudo bem? Espero que sim!
Depois de um tempo ausente aqui do blog senti vontade de voltar a escrever. E aí pensei: escrever sobre o que? será que alguém vai ler? Tanta coisa mudou.
Quando comecei a escrever lá em 2009 tinha acabado de ser admitido no meu novo emprego, uma emissora de rádio e televisão na minha cidade, Colatina. Como ajudava a organizar a agenda da equipe de jornalismo, marcar reportagens e entrevistas, achei que seria interessante contar sobre o nosso dia a dia e também aproveitar as notícias que eram veiculadas na TV. Foi aí que nasceu o Blog Comentário Geral.
De lá pra cá muita coisa mudou: o mundo, a maneira de se comunicar, eu mudei. Já não sou mais aquele jovem de 21 anos. Então, de agora em diante vou usar este espaço para compartilhar ideias, opiniões, assuntos que eu gosto. Vem comigo?
domingo, 26 de abril de 2015
Músicos de Colatina lançam clipe em homenagem a Tom jobim
domingo, 8 de março de 2015
Cidade Jardim
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Gravando locução comercial
sábado, 23 de fevereiro de 2013
1ª Orquestra de Colatina corre o risco de acabar
Foram oferecidas aulas gratuitas de violino, viola clássica e violoncelo que eram ministradas por músicos da Orquestra Filarmônica do Espírito Santo. A prática de orquestra era conduzida pelos maestros Helder Trefger e Leonardo David.
As aulas aconteciam todas as sextas - feiras na casa da cultura no centro de Colatina e no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do bairro Vila Amélia. Aos sábados acontecia um ensaio de repertório dirigido por dois maestros.
As oficinas de música foram encerradas em dezembro de 2012. A orquestra fez sua primeira apresentação no dia 12 do mesmo mês no auditório da escola Conde de Linhares, no centro da cidade. Foi uma bela apresentação, no entanto, pouco divulgada.
Veja abaixo um trecho da primeira apresentação da Orquestra Sol Poente.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Homem joga carro do alto de ribanceira em Colatina
quinta-feira, 10 de março de 2011
Jornal elege os dez melhores episódios de Chaves

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Val Rodrigues se despede da Rádio SIM Colatina
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Mulher desaparece misteriosamente em Colatina



